Road Trip Maringá II - Timbre Rock Festival
Por Hudson Antunes | Fluxodrama
Sim, eu voltei, Hudson Antunes em mais um tardio artigo para o fluxoblog! Tocamos nesse último sábado, 11/10, na segunda noite da primeira edição do Timbre Rock Festival, festival organizado pela produtora Timbre Noise & Low Records, que rolou no Tribo’s Bar em Maringá, mas a história começou na sexta. Saímos de Curitiba por volta das duas da tarde, viagem tranqüila ao som de Eric Burdon e Rolling Stones, com apenas uma rápida pausa no meio do caminho, uma lanchonete de posto, onde duas adolescentes vieram nos perguntar se éramos da Cachorro Grande! Essa foi boa, me fez pensar na popularidade alcançada pela cachorrada e no que uma MTV não faz! “Cachorro Grande? Não, não… somos apenas grandes cachorros!” Hahaha! Seguimos viagem, chegamos em Maringá por volta de oito horas da noite, sem os números de telefone dos responsáveis pelo festival e com apenas o nome do hotel… isso por que alguém conseguiu lembrar; uma anotação com os telefones e endereços, nomes e etc. ficou em Curitiba. E como chegar nesse hotel? Pedimos informação pro atendente de um posto onde paramos pra comprar umas latas, cara bacana e que deve ter um GPS na cabeça: “siga em frente por essa avenida, dobre a segunda pra direita, sétimo sinaleiro vire pro lado do posto que dá de frente pro mercado, uma quadra depois à sua esquerda é o hotel” … disse algo mais ou menos assim o qual seguimos à risca: dito e feito, chegamos no tal hotel. Após breve descanso e dúzias de béras depois, fomos ao Tribo’s conferir os shows, conhecer pessoas, bandas, bebidas e afins, afinal tocaríamos só na noite seguinte… lembro de estar com fome e não ter me importado com isso, fui o único que não rangou nada na birosca no meio do caminho, esqueci e só fui me lembrar disso mais tarde. A partir daqui minhas lembranças de sexta já ficam um pouco ‘nebulosas’, mas me recordo do show do Nevilton (PR), e da rapaziada gente boa do Korova’s Veloccet (SP). Os shows foram passando, sei lá que horas eram, e assim do nada: teto-preto federal nesse que vos escreve! Sim, devia ter comido alguma coisa… mas já era tarde. O resto da minha noite foi numa cadeira branca no fundo do bar, não vi mais nada nem ninguém, ainda que todos tenham me visto naquela incômoda situação. Minhas lembranças voltam a partir do momento em que fui embora, carregado (!) pelos meus companheiros de banda, Bruno de um lado, Dhiego do outro, ainda se despedindo do povo no bar… momento épico da banda esse, não? Imaginem só, eu de braços abertos, cabeça baixa, barba por fazer… um pseudo Jesus-Christ-Rocker, decadente e em fim de festa! Foi pra acabar! Fazia mais de dez anos que eu não passava por uma dessas, mas tudo bem, ainda tinha outro dia pela frente…
Sábado foi uma espécie de ‘dia de folga’, passamos boa parte do tempo no quarto do hotel, TV ligada (que ninguém prestava atenção), conversas que iam longe, de Peter Griffin (Family Guy) a Renato Russo (hã? quem?), risada, muita risada, e claro, Rock ‘n’ Roll, o violão 12 cordas do Sr. Austin sempre na mão de alguém, ótima oportunidade para desenvolver nossas músicas novas e também para tocar algumas ‘prediletas da casa’, como por exemplo “Late in the Day” do Supergrass ou “I’m The Walrus” dos Beatles, aliás, é bem provável que essas músicas venham a fazer parte do nosso set list. Cai a noite, do hotel pra van, da van pro bar! O público dessa noite não foi o esperado, mas o clima estava bom. No geral dá pra dizer que o entrosamento entre as bandas foi bem bacana, pessoal trocando material, idéias, drinks (com exceção da minha pessoa, ainda na garrafinha de água… porque será?). Os shows começaram a rolar por volta de uma da manhã, quando já recuperado e empolgado pro show, voltei pra boa e velha cerveja! Um brinde! Duas da manhã, hora da FLUXODRAMA! É foda, sei que sou suspeito pra falar, mas foi um puta show (podem ter certeza, quando for ruim irei dizer!), um show curto mas eficaz. Ainda que muitos ali também fossem músicos, o público participou bastante; lembro de ter visto pessoas cantando músicas que ainda não gravamos, e as que estão na demo ficaram demais com o povo cantarolando junto nos refrões! Mas é assim que a coisa funciona, se a banda empolga o público e o público empolga a banda (You drive us wild, we’ll drive you crazy!!), as duas partes só tem a ganhar! Foi um show explosivo, daqueles que dá vontade de quebrar tudo, e nessa realmente fodi um pouco meu baixo, mas faz parte! Depois disso, tudo era festa, e a festa continuou com outros ótimos shows de rock, como o Clã McLoud (RS), com o sagaz “baixista-aranha” detonando nas quatro cordas! Teve também o hard-rock setentista do Narcotic Love (SP), com ótimos arranjos vocais, e nossos amigos do Dimitri Pellz, performáticos e insanos, também fizeram uma apresentação memorável no festival. É claro que um show ou outro acabamos perdendo, mas com todo o blá blá blá rolando, as entrevistas e todos os contatos que fazemos nessas ocasiões, não dá pra ver tudo. Eis que o dia amanhece, nessas horas ainda é possível ver algo que te deixe paralisado, ou o faça pensar que tudo valeu a pena… por mais que as luzes sejam baixas… ainda mais se nessas horas o Sol já assumiu seu posto! É possível ver sim, e eu vi!
Manhã de domingo e ainda restam uns poucos guerreiros na frente do hotel, rindo e bebendo cerveja; outros ainda com disposição maior para buscar uma vodka no posto ao lado, como fizeram dois bateristas alucinados, isso já era umas nove da manhã, e a coisa foi mais ou menos assim até a hora de ir embora. Só os motoras descansaram e dormiram um pouco, o resto não quis nem saber! E essa foi a nossa saga no primeiro Timbre Rock Festival, nossa segunda vez em Maringá (quer saber como foi a primeira? Assista: http://www.youtube.com/watch?v=iRZ-G5AeO34). Que logo venha a terceira, quarta… Ah, sim, a viagem de volta? Parecida com a da ida, porém mais cansativa e menos empolgante!
Esse texto todo foi escrito, criado e escarrado, pelo grande parceiro HUDSON ANTUNES, baixista da banda FLUXODRAMA.
EM breve mais materias do nosso primeiro Festival.










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